quarta-feira, 13 de maio de 2026

PRESERVAR X DEMOLIR (VIII)

 

O texto assinado pelo engenheiro Hudson Santos revela um momento decisivo no debate sobre a preservação da memória urbana de Itaúna, no final da década de 1970 — discussão que se intensificaria ao longo da década de 1980.

 Trata-se de um documento que expressa, com clareza e urgência, a preocupação com o risco de perda definitiva do antigo hospital, edifício que, para além de sua função original, cristalizou valores identitários, afetivos e culturais de gerações itaunenses.

O autor situa o hospital como símbolo do passado arquitetônico local e, sobretudo, como um marco da construção coletiva da cidade. 

Ao enfatizar que “o hospital velho é memória”, ele reconhece o patrimônio não apenas como matéria — tijolos, paredes, telhado — mas como expressão viva da história social, das práticas assistenciais e filantrópicas e da formação da identidade comunitária.

Em seu apelo ao poder público, o texto demarca um período em que Itaúna enfrentava dilemas comuns às cidades brasileiras de média dimensão nas décadas finais do século XX: modernização urbana acelerada, especulação imobiliária e abandono de edificações históricas. Esse cenário muitas vezes colocava o passado em confronto com o presente e a memória coletiva em posição vulnerável.

A narrativa enfatiza a ação destrutiva do tempo sobre os edifícios históricos. Tal leitura ecoa as discussões contemporâneas de preservação, que reconhecem que o maior inimigo do patrimônio cultural nem sempre é a demolição direta, mas o abandono silencioso e progressivo, capaz de transformar bens materiais em ruínas. 

Cada dia de “descuido”, afirma Hudson, é uma agressão à memória, uma frase que sintetiza o drama do patrimônio em cidades que naturalizam o esquecimento.

Essa visão coincide com princípios defendidos pela UNESCO e por intelectuais como Alois Riegl e Pierre Nora, para quem monumentos, lugares de memória e testemunhos arquitetônicos são pilares da memória social e da consciência histórica.

Ao afirmar que “é no passado cultural de uma civilização que encontramos a chave para o futuro”, o autor se posiciona contra uma ideia de modernidade que rompe com suas próprias raízes. O apelo ultrapassa a preservação física do edifício e atinge uma dimensão simbólica: restaurar é também restaurar o elo social com a história.

Essa perspectiva é fundamental para a compreensão do patrimônio como recurso de identidade, pertencimento e educação histórica, valores que hoje pautam políticas culturais em nível nacional e internacional.

O texto demonstra que a defesa do hospital não era isolada, mas compartilhada por outros moradores atentos ao destino da cidade. A carta assume tom de manifesto: convoca autoridades e sociedade à responsabilidade coletiva sobre o bem cultural.

Essa postura reforça a importância da participação social nos processos de preservação e antecipa debates atuais sobre patrimônio participativo, memória democrática e cidadania patrimonial.

A carta de Hudson Santos é, por si só, documento histórico de grande relevância. Ela representa não apenas a defesa de um edifício, mas a reivindicação do direito à memória, ao legado cultural e à história compartilhada dos itaunenses.

Hoje, diante do processo de restauração em curso do "Hospital Velho" (Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira), o texto ganha novo significado: torna-se testemunho da resistência da memória frente ao abandono, e símbolo da vitória da preservação sobre o esquecimento.

A permanência, mesmo após anos de espera, confirma o que o engenheiro antecipava: salvar o patrimônio não é um capricho nostálgico, mas um dever para com a cidade e suas gerações futuras.

PATRIMÔNIO CULTURAL X RESTAURAÇÃO

A restauração do hospital velho é viável e possível, mas qualquer trabalho de restauração é um empreendimento de alto custo e de grande morosidade. No entanto, é um trabalho que precisa ser feito. O tempo, nas velhas construções, age como mortal inimigo, destruindo-as totalmente ou reduzindo-as a um monte irreconhecível de escombros. 

Cada dia de descuido — ou mesmo de descaso — pode ser fatal ao patrimônio ou implicará em aumento no custo da restauração. Cada dia de descuido, ou mesmo de descaso — é um crime contra a mesma memória histórica e cultural.

Desta forma, apresento ao prefeito municipal e aos senhores vereadores, o meu apelo (e de tantos outros itaunenses), para que nossa jovem e já fraca memória municipal, não sofra mais uma perda. Não deixem que escombros venham a ocupar o lugar de uma possível casa de cultura ou mesmo uma faculdade.

O hospital velho é memória. É o passado arquitetônico itaunense, grande referência de nossa história. É no passado cultural de uma civilização que encontramos a chave para o futuro.

HUDSON SANTOS

Engenheiro Geólogo 

 

 Referência:

Pesquisa, elaboração e arte: Charles Galvão de Aquino – Historiador Registro nº 343/MG

Fonte:  Jornal ITA VOX - 1979/1980  

PRESERVAR X DEMOLIR (VII)

 

HOSPITAL DE ITAÚNA MG

Das Ruínas à Forma dia após dia, o renascer de uma história!

Por muitos anos, o antigo prédio da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira foi lembrado apenas como “as ruínas do hospital”. Paredes abertas, janelas vazias e o silêncio de um tempo que parecia ter se encerrado marcaram por décadas a paisagem do local.

Mas hoje, esse cenário mudou. O que antes simbolizava o abandono, agora revela um novo tempo: o tempo da reconstrução, da esperança e do renascimento da memória.

Dia após dia, o antigo hospital vai tomando forma. É o labor das mãos trabalhadoras que substitui o eco do esquecimento por sons de reconstrução.

Em cada marco de porta ou janela, assentado cuidadosamente pelas mãos dos operários e sob o olhar atento dos responsáveis pela obra, a restauração vai dando forma e robustez ao edifício. Cada detalhe recuperado é mais do que uma ação técnica é um gesto de respeito à memória e à história do município de Itaúna.

Um patrimônio que volta a respirar. As obras de revitalização seguem em ritmo acelerado e já alcançaram importantes etapas. A parte interna do prédio histórico foi totalmente recuperada, incluindo laterais e fundos, e as equipes agora concentram esforços na recuperação da fachada frontal, que começa a revelar, novamente, o traçado original do edifício.

A próxima fase será a instalação do novo telhado, devolvendo ao prédio a proteção e a imponência que o tempo havia levado. O projeto respeita cada linha e proporção da construção original, mantendo intactas as estruturas principais um testemunho da qualidade e da solidez da obra erguida há mais de um século.

O objetivo é que o edifício, antes tomado pelas ruínas, abrigue o novo centro administrativo do Hospital Manoel Gonçalves, devolvendo-lhe função, vida e relevância comunitária. Mais que uma restauração arquitetônica, trata-se de um ato de reverência à história da saúde e da caridade em Itaúna e respeito à origem e à fé.

O altar centenário da antiga capela, que está aos cuidados do museu do município, retornará ao local, compondo a nova capela que será erguida no interior do prédio restaurado.
Será, ao mesmo tempo, um retorno físico e simbólico o reencontro entre o espaço e a fé que lhe deu origem.

 Guardiões da memória — por trás das paredes recompostas, há rostos e mãos que trabalham com devoção. Cada registro fotográfico, cada pedra recolocada, cada traço de tinta que devolve cor ao reboco é testemunha viva desse novo tempo. Os restauradores, o arquiteto, historiadores, parlamentares colaboradores e gestores que acompanham a obra tornam-se, assim, guardiões da história fiéis à missão de preservar o que o tempo tentou apagar.

O símbolo que se recusa a desaparecer — o antigo hospital foi, por muitos anos, o coração da solidariedade itaunense. Agora, ele volta a pulsar, não mais como ruína, mas como símbolo de continuidade e de esperança. A cada novo dia, o passado se reconcilia com o presente; e a paisagem que um dia foi de abandono, hoje é de reconstrução.

O tempo das ruínas ficou para trás, o tempo agora é outro: tempo de forma, de fé e de futuro. E no horizonte de Itaúna das Minas Gerais, entre andaimes e fachadas recompostas, o velho hospital se ergue novamente como quem volta a respirar depois de um longo silêncio.

PRESERVAR X DEMOLIR (PARTE VIII)

VEJA MAIS: FOTOGRAFIAS DO HOSPITAL ANTIGO



Referência:

Organização e arte: Charles Aquino -  Historiador Registro Nº 343/MG

Ilustração criada com IA, inspirada no conteúdo do texto. 

PRESERVAR X DEMOLIR (VI)

 

HISTÓRIA DA SAÚDE EM ITAÚNA MG
 

Temos diante de nós uma chance especial de preservar um marco da nossa história: o Antigo Hospital, a Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira, também conhecida como Santa Casa de Itaúna, em Minas Gerais.

Este prédio, que por tantos anos foi sinônimo de cuidado e acolhimento para nossa comunidade, hoje necessita de nossa atenção/participação para ser restaurado e continuar vivo, contando as histórias de gerações passadas e inspirando as futuras.

A restauração do Antigo Hospital vai além de uma simples obra. É um resgate do nosso patrimônio material e imaterial, uma forma de manter viva a memória de quem somos como povo. 

Imagine caminhar pelas ruas de Itaúna, passar em frente a esse edifício restaurado e sentir o orgulho de saber que você fez parte dessa transformação. Cada pessoa que contribui, independentemente do valor, torna-se peça essencial nessa missão histórica.

A obra de restauração do Antigo Hospital está sendo realizada com verba específica do Patrimônio Histórico Tombado, direcionada pelo Ministério Público, por parlamentares e empresários comprometidos com a preservação desse importante patrimônio. 

No entanto, para que possamos concluir esse grande feito, garantindo um legado para a saúde de Itaúna e região, toda ajuda é bem-vinda!

Qualquer quantia importa! Seja um real ou mais, cada doação é um passo adiante na reconstrução deste símbolo da nossa cidade. Não é o tamanho do gesto que conta, mas o coração colocado nele. 

Juntos, com a soma de pequenas e grandes contribuições, podemos devolver ao Antigo Hospital sua dignidade e garantir que ele continue sendo um orgulho para todos nós.

Para facilitar sua participação, aqui estão os dados para doação:

Banco Sicoob: 4101 -  Conta: 5588001-0

Chave PIX: CNPJ Hospital Manoel Gonçalves 2125450570001-97

Doe hoje e seja parte deste resgate histórico. Vamos unir forças para transformar o Antigo Hospital em um legado renovado, um testemunho do amor e da união da nossa comunidade.

 Com gratidão,

Charles Aquino  — Historiador - Registro Nº 343/MG

PRESERVAR X DEMOLIR (PARTE VII)




PRESERVAR X DEMOLIR (V)

 

HISTÓRIA DA SAÚDE EM ITAÚNA MG

Entre Ruínas e Memórias

No coração do jovem município de Itaúna, Minas Gerais, erguia-se um edifício que transcendia sua mera estrutura de tijolos e argamassa. 

A Casa de Caridade Manoel Gonçalvesde Souza Moreira ou Santa Casa, edificada nas primeiras décadas do século XX (Pedra Fundamental: 1916  Inauguração: 1919) , representava muito mais do que uma imponente construção de um hospital; era o guardião das memórias de uma cidade e um símbolo perene de sua história.

Por décadas, suas paredes testemunharam o pulsar da vida, os gritos de nascimentos, os suspiros de despedidas, as mãos incansáveis de médicos e enfermeiras que fizeram dele um refúgio de esperança para a comunidade. Mas o tempo, esse artesão cruel, trouxe o abandono, e o que antes era um farol de vida tornou-se uma sombra silenciosa, esquecida pelas ruas que um dia protegeu.

Em 2013, o destino do hospital parecia selado. Uma faixa foi pendurada em sua sacada, carregada de um aviso sombrio: "NÃO ESTACIONE NESTA ÁREA. RUÍNAS COM RISCO IMINENTE DE DESABAMENTO." 

Era mais do que um alerta prático; era um lamento, um grito rouco de um edifício que, outrora majestoso, agora se curvava ao peso do descaso. Essas palavras ecoavam o desespero de um passado à beira do esquecimento, onde o abandono parecia selar o destino de um símbolo que representava a saúde e a esperança da comunidade.

Suas janelas quebradas fitavam o vazio, seus corredores ecoavam apenas o vento, e a ameaça de demolição pairava como uma sentença final. Naquele momento, não havia planos, não havia esperanças, apenas o espectro de um colapso iminente, pronto a engolir séculos de história que ajudaram a moldar Itaúna.

Mas, como em toda história de superação, o fim de um capítulo nunca é a sentença definitiva, porque o coração de uma comunidade não se rende tão facilmente. O silêncio ensurdecedor das paredes desgastadas deu lugar a um clamor coletivo.  Entre as ruínas e o silêncio, uma faísca de resistência começou a arder.

O povo de Itaúna, unido por um amor profundo por seu passado, recusou-se a deixar que aquele símbolo fosse reduzido a pó. Homens e mulheres, movidos pelo amor à sua história e à convicção de que preservar o passado é cuidar do futuro, se uniram para desafiar a deterioração. Cada esforço, cada gesto de coragem, transformou a incerteza em determinação.

Anos de luta, debates e sonhos culminaram em um marco triunfal. Em 2025, uma nova faixa surgiu na mesma sacada, carregando uma mensagem de redenção e promessa: "ANO NOVO, NOVA DIREÇÃO, FELIZ 2025. ESTAMOS RECUPERANDO NOSSA HISTÓRIA. RECONSTRUINDO O ANTIGO HOSPITAL. VENHA NOS AJUDAR." Era o anúncio de um renascimento, um testemunho da força da preservação sobre a destruição.

Essa transformação não foi um milagre súbito. Foi uma jornada de superação, tecida com o esforço de cidadãos, historiadores e sonhadores que acreditavam em uma verdade essencial: preservar a história é cuidar da saúde de uma sociedade. O hospital, como uma árvore centenária, havia enfrentado tempestades e pragas, mas suas raízes, fincadas nas memórias de gerações, provaram-se mais fortes que o abandono. Cada obstáculo, desde o risco de desabamento até as vozes que clamavam por demolição, foi superado pelo sentimento coletivo de que o passado merece um lugar no futuro.

A restauração do antigo hospital é a prova viva de que, mesmo diante dos desafios, a vontade de preservar a história transforma ruínas em pilares de um futuro mais sólido e humano. Cada tijolo assentado, cada gesto de apoio, ou simplesmente um simples pensamento positivo, resgata a essência de um tempo em que a saúde era sinônimo de cuidado e solidariedade.

A faixa de 2025 não é apenas um comunicado — é um convite, um chamado à ação para que todos se juntem a essa causa. A história e memória da do hospital jamais pertenceu a um único indivíduo; trata-se de um legado coletivo, um tesouro compartilhado que molda nossa identidade e define quem somos.

Faça parte deste renascimento. Restauremos e, se necessário, "reconstruamos" juntos não apenas um edifício, mas a alma de Itaúna. Que as gerações futuras possam caminhar por esses corredores restaurados e sentir o eco do passado, inspirando-se para construir um futuro ainda mais forte. Porque preservar nossa história não é apenas um ato de memória — é um gesto de vida.

Convidamos você a fazer parte dessa jornada de resiliência e amor, onde cada ação reafirma que preservar o passado é, na verdade, cuidar do presente e construir um amanhã mais justo e promissor. Junte-se a nós e seja parte dessa transformação que reafirma: a história de Itaúna, assim como seus moradores, é eterna.

Charles Aquino - Historiador - Registro Nº 343/MG 

  PRESERVAR X DEMOLIR (PARTE VI)

PRESERVAR X DEMOLIR (IV)

 


A restauração do antigo prédio da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira, em Itaúna/MG, representa um marco na valorização histórica e na revitalização institucional. 

O projeto, conduzido pelo arquiteto Samuel Nicomedes, conta com o apoio da equipe diretiva do Hospital Manoel Gonçalves, o provedor Antônio Guerra e o vice-provedor, Francisco Mourão, do Ministério Público, parlamentares e empresários, visando não apenas a recuperação do patrimônio histórico, mas também a adaptação do espaço às necessidades contemporâneas da instituição.

A decisão de iniciar as obras, que incluem a preservação da fachada tombada, a recomposição do telhado, a construção de um novo hall de entrada e salas administrativas, reflete uma postura audaciosa diante dos desafios impostos pela conservação patrimonial. 

Além disso, a transferência do Centro Administrativo para o local permitirá a ampliação do Centro Oncológico do Hospital, garantindo maior conforto aos pacientes.

Sob a supervisão de Samuel Nicomedes, a restauração não apenas resgata a estrutura do hospital, mas também busca devolver ao prédio seu valor simbólico e espiritual. Entre as iniciativas conduzidas está a criação da futura Capela da Casa de Caridade, cuja fundação já está concluída. No passado, essa área correspondia à enfermaria, dividida entre os setores masculino e feminino. 

O projeto prevê que a capela será erguida no andar inferior, enquanto o pavimento superior será destinado a uma sala de treinamento e reuniões para o conselho e equipes de trabalho. Além disso, um dos desafios do arquiteto é a reintegração do altar original da antiga capela, atualmente resguardado no Museu Francisco Manoel Franco. Sua reinstalação na nova capela reforça o vínculo entre passado e presente, simbolizando a harmonização entre fé e ciência no processo de cura.

O envolvimento de Samuel Nicomedes nessa restauração transcende a responsabilidade profissional. Desde a infância, ele nutria fascínio pelo hospital e sua arquitetura, chegando a desenhar sua fachada ainda criança. 

Agora, adulto, conduz essa obra com um olhar de respeito e devoção, assegurando que cada detalhe seja preservado entre as ruínas. Com um olhar minucioso e apaixonado, ele faz toda a diferença, permitindo que o antigo hospital renasça sem perder sua essência e importância histórica para a cidade.

Na década de 1980, seu pai, Vandeir José Nicomedes, e o professor Marco Elísio Chaves Coutinho acompanharam uma equipe de televisão interessada na produção de um documentário sobre o hospital, então já em estado de degradação. Esse fato demonstra que a preocupação com a preservação desse patrimônio não é recente, mas sim uma demanda histórica da cidade.

De certo, o destino entreteceu seus desígnios para que um arquiteto audaz assumisse essa nobre incumbência ao lado dos provedores do Hospital. Tal empreitada transcende a mera preservação material, configurando-se como um elo inquebrantável entre o passado e o futuro de Itaúna

Ao salvaguardar a memória e a identidade da cidade, essa missão perpetua, simultaneamente, o legado humanitário da Casa de Caridade, assegurando a continuidade de seu compromisso com o bem-estar da comunidade.

PRESERVAR X DEMOLIR (PARTE V)



Pesquisa e elaboração: Charles Galvão de Aquino – Historiador Registro nº 343/MG